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Dissecção aguda de aorta tipo A: sinais de alerta e por que o tempo é decisivo

  • Jul 28
  • 2 min read

A dissecção aguda de aorta é uma emergência cardiovascular em que a camada interna da parede da aorta, a principal artéria do corpo, se rompe e o sangue passa a circular dentro da própria parede do vaso, separando suas camadas. Quando esse processo atinge a aorta ascendente, o primeiro trecho que sai do coração, classifica-se como tipo A, a forma de maior gravidade. É uma condição de alta letalidade, na qual o risco aumenta a cada hora sem tratamento definitivo. Por isso, reconhecê-la cedo é determinante.


O quadro mais típico é uma dor torácica de início súbito, muito intensa, descrita como algo que rasga ou lacera, frequentemente com irradiação para as costas. Ainda assim, parte importante dos casos não se apresenta dessa forma clássica e é justamente aí que mora o perigo. A dissecção pode comprometer diferentes ramos da aorta e produzir sinais que apontam, à primeira vista, para outras doenças.



Alguns sintomas, porém, podem enganar. Um déficit neurológico súbito, como fraqueza de um lado do corpo ou dificuldade para falar, pode surgir quando a dissecção atinge os vasos que irrigam o cérebro, simulando um AVC. Um desmaio isolado, sem dor, também pode ser a manifestação inicial. Dor abdominal ou dor intensa em uma perna, com sinais de má circulação, ocorrem quando ramos que nutrem órgãos e membros são afetados. Há ainda casos que imitam um infarto, pela extensão da dissecção até a origem das artérias do coração. E, em uma parcela não desprezível dos pacientes, a dor pode estar ausente.


Como se confirma o diagnóstico


Diante da suspeita, a angiotomografia de aorta é o exame de escolha, capaz de confirmar a dissecção e definir sua extensão. No paciente instável, o ecocardiograma transesofágico, feito à beira do leito, é um recurso valioso. É importante saber que exames laboratoriais isolados não descartam a hipótese: um D-dímero normal, por exemplo, não afasta a dissecção. A suspeita clínica, somada à avaliação de fatores de risco como hipertensão de longa data, doenças do tecido conjuntivo e história familiar de doenças da aorta, é o que direciona a investigação.


Na dissecção tipo A, o acometimento da aorta ascendente configura indicação cirúrgica de urgência. O tempo até um centro de referência preparado para esse tipo de procedimento influencia diretamente o desfecho, e cada etapa conta.


No AoCor, Centro de Alta Complexidade para Tratamento da Aorta e do Coração, localizado no Hospital Madre Teresa, em Belo Horizonte, avaliamos os casos de aorta com uma equipe experiente e multidisciplinar, contando com infraestrutura de ponta, incluindo sala híbrida dedicada. A discussão de casos em equipe para a melhor conduta, aliado à estrutura adequada, são determinantes para conduzir casos de alta complexidade com segurança e precisão.


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